trevo          guine_cabecalho          trevo

O autor  C.Ca. 1496  Mapa da Guine  Fotos na Guerra  CONVIVIOS  Crnicas

25 anos depois da participação numa guerra que marcou geraçőes e uma nação inteira, um pequeno grupo de ex-combatentes resolveu tentar o reencontro de ex-camaradas de armas, restringindo-o, apenas por questőes logísticas, à sua própria Companhia de Caçadores (pouco mais de uma centena de homens).

Não foi tarefa fácil a localização desses homens que as contingências da vida haviam espalhado por todos os cantos do país e alguns até pelo estrangeiro.
Timidamente e ainda com medo do reavivar das feridas que a guerra provocara, decidi comparecer a esse primeiro reencontro com aqueles homens que, durante cerca de tręs anos, constituíram na prática a minha família.
Desde esse dia não falto ao encontro anual, que nos convoca os sentimentos mais profundos de fraternidade. - Pois haverá factor de maior união fraternal que o compartilhar a solidão, o medo, a dor física e até a morte violenta de companheiros de armas?
Logo no primeiro encontro verifiquei como que um acordo tácito de não se abordarem os episódios dolorosos da guerra. Como se todos temessemos avivar as recordaçőes que tínhamos bem adormecidas!

Pelo contrário, as horas de conversa săo preenchidas com as lembranças dos episódios curiosos e hilariantes, todos eles impregnados da ternura que a guerra obrigara a sublimar.
Muitos desses episódios envolviam a populaçăo nativa da Guiné que era uma novidade na vida de todos nós. Săo alguns desses episódios que decidi trazer para aqui, aproveitando o extraordinário potencial de partilha que a internet oferece.
Em forma de crónica jornalística aqui deixo pequenas histórias que eu próprio vivi na Guiné, no tempo da Guerra Colonial. Dedico-as a quem as viveu também, estas e outras semelhantes.
Para todos os outros, pretendo apenas que constituam testemunhos vividos do que toda uma geraçăo fez em África, para alem de matar... e de morrer!...

UNIDADE MOBILIZADORA: REGIMENTO DE INFANTARIA Nº 2 - ABRANTES

O Regimento de Infantaria Nº 2, onde foi formado o Batalhão de Caçadores 1876, do qual a 1496 era a primeira das três Companhias de Caçadores, deixou de existir em 2006.
Nas suas instalações, na entrada sul da cidade de Abrantes, está agora a funcionar a ESCOLA PRÁTICA DE CAVALARIA, que transitou de Santarém.
O comando daquela Unidade resolveu preservar o Mural que as unidades que regressaram da Guerra preenchiam com as lápides de mármore à entrada do edifício do Comando, e construiu um Memorial à entrada na Unidade, em que colocou todas as placas das unidades que pertenceram ao Regimento de Infantaria Nº 2.
Desse memorial e da nossa presença no Encontro anual de 2001, dão conta as fotografias que aqui se publicam:

[Clicar nas fotografias para as ver aumentadas]
     

Contacto:
 
icon_email
Livro de visitas:livro_visitas