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25 anos depois da participação numa guerra que marcou geraçőes e uma nação inteira, um pequeno grupo
de ex-combatentes resolveu
tentar o reencontro de ex-camaradas de armas, restringindo-o, apenas por questőes logísticas,
à sua própria Companhia de Caçadores (pouco mais de uma centena de homens).
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Não foi tarefa
fácil a localização desses homens que as
contingências da vida haviam espalhado por todos os cantos do país e
alguns até pelo estrangeiro.
Timidamente e ainda com medo do reavivar das feridas que a guerra provocara, decidi comparecer a esse primeiro reencontro com aqueles homens que, durante cerca de
tręs anos, constituíram na prática a minha família.
Desde esse dia não falto ao encontro anual, que nos convoca os sentimentos mais profundos de fraternidade.
- Pois haverá factor de maior união fraternal que o compartilhar a
solidão, o medo, a dor física e até a morte violenta de companheiros de armas?
Logo no primeiro encontro verifiquei como que um acordo
tácito de não se abordarem os episódios dolorosos da guerra. Como se todos
temessemos avivar as recordaçőes que tínhamos bem adormecidas!
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Pelo
contrário, as
horas de conversa săo preenchidas com as lembranças dos episódios
curiosos e hilariantes, todos eles impregnados da ternura que a
guerra obrigara a sublimar.
Muitos
desses episódios
envolviam a populaçăo nativa da Guiné que era uma novidade na vida
de todos nós. Săo alguns desses episódios que decidi trazer para
aqui, aproveitando o extraordinário potencial de partilha que a
internet oferece.
Em
forma de crónica
jornalística aqui deixo pequenas histórias que eu
próprio vivi na Guiné, no tempo da Guerra Colonial. Dedico-as a quem
as viveu também, estas e outras semelhantes.
Para
todos os outros,
pretendo apenas que constituam testemunhos vividos do que toda uma
geraçăo fez em África, para alem de matar... e de morrer!...
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